Histórias reais - Pessoas demitias/Assediadas que se desligam da empresa e fazem muita falta... Parte 1

 


Caso 1 - Funcionário "caro"

"Era eletricista de um enorme clube recreativo no interior de SP. Em 4 anos, só lidei com manutenção corretiva devido a tantas gambiarras. Nesse período, peguei todos os detalhes. Sabia onde passava cada fio e exatamente o que fazer caso houvesse um apagão no clube. Até resolvia problemas nos transformadores internos. Na mudança de presidência, resolveram me demitir porque, segundo eles, eu ganhava muito (R$ 4 mil, trabalhando sábados, domingos e feriados).

No primeiro mês, deu problema no transformador, e uma empresa cobrou R$ 45 mil pela troca, dizendo que estava condenado. Me ligaram e eu cobrei R$ 10 mil, sendo que era apenas a troca de óleo. No terceiro mês, a sauna deu problema. Me ligaram desesperados, querendo saber se eu poderia arrumar, pois dois eletricistas não conseguiram. Cobrei R$ 6 mil por um serviço de 4 dias. Em seguida, houve um problema na piscina aquecida, e me chamaram novamente para resolver (mais R$ 3 mil em dois dias).

Agora estão querendo me recontratar 😅😅😅. Já me ofereceram até um salário maior do que eu ganhava antes! Engraçado que, antes, eu ganhava muito 😅😅😅."


Caso 2 - A dona dos dados

"Aconteceu isso com uma colega servidora. O chefe do setor e os superiores estavam sendo autoritários demais (para não usar outras palavras). Ela é da área de TI e construiu todo o banco de dados do setor. Ela pediu exoneração do cargo para trabalhar na área dela, ganhando muito mais do que no serviço público. O chefe disse que ela iria se arrepender. Ela deixou o sistema funcionando, mas não havia ninguém que soubesse fazer o que ela fazia. Então, o chefe autoritário ligou solicitando que ela fizesse a manutenção. Ela informou que não era mais servidora, muito menos subordinada a ele, e apresentou um orçamento, caso o Estado quisesse contratar seus serviços particulares."


Caso 3 - Quer trabalho? Só pagando!

"Trabalhei em uma empresa por 4 anos, na construção de estradas. Eu fotografava tudo e fazia relatórios de cada obra, com fotos e filmagens. Um dia, eles contrataram outra pessoa para a mesma função que a minha, achei estranho. Então o encarregado mandou que eu o treinasse. Eu ensinei apenas o básico. Um dia, o engenheiro chegou na obra e me mandou ir para o RH da empresa. Chegando lá, eles me dispensaram porque eu estava ganhando muito. Tinham contratado o outro funcionário por um salário muito menor, enquanto eu ganhava quase o triplo. Um dia, o engenheiro me ligou perguntando se eu tinha os relatórios das obras, pois eles os tinham perdido. Eu respondi que sim, mas que não tinha mais nenhum vínculo com a empresa. Então, cobrei por cada relatório. Ele desligou. O dono da empresa me ligou e me contratou como consultor, ganhando mais do que antes, e demitiu o engenheiro."


Caso 4 - Aprenda a me da valor

"Sou funcionário público. Quando trabalhava em um setor onde ninguém me dava valor, fiz planilhas por conta própria para melhorar o meu trabalho. Quando mudei de setor, meu substituto foi promovido imediatamente a gerente, algo que nunca aconteceu comigo. Apaguei todas as planilhas, pois fui eu quem as criou para facilitar o meu trabalho, e não acho justo entregar de mão beijada todo o planejamento que desenvolvi ao longo do tempo. Resumindo: até hoje, eles não estão dando conta do recado. Eu sigo firme e forte. Nada pessoal, mas é uma questão de fazer justiça comigo mesmo, me valorizar e exigir respeito."

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